COZINHAS DE CASTELOS DO VALE LOIRE

sábado, 6 de julho de 2013 | Categoria(s): Gourmetour – Dicas de Viagem

Castelo de Chenonceau

Também conhecido como Castelo das Sete Damas, na região do rio Loire na França foi o que mais me encantou, talvez por sua cozinha ser a mais completa e preservada. A rainha mais famosa que nele morou foi Catarina de Médicis . Ficou famosa  por suas festas  aonde gastava fortunas em seus banquetes e festas noturnas.
 A sua cozinha conserva quase todos os utensílios e panelas intactos, incrível, dá até para imaginar como era aquele aposento com empregados e cozinheiras num dia de festa.
Apesar de toda a imponência dessas construções, o cotidiano não devia ser la muito agradável. Imaginar uma cozinha sem a facilidade de água corrente ou aquecimento central, sem gás, não era fácil  e geralmente as festas com seus banquetes eram para muitas pessoas. Devido ao isolamento da propriedade, os convidados vinham de carruagens para passar dias até meses. 
Só imaginei aquela cozinha servindo, café da manha, almoço, lanches, chás, saraus, ceias… devia ser frenético.
 A cozinha fica instalada nos fundos do palácio e no leito do rio Cher fizeram um cais de desembarque que permitia a descarga direta das mercadorias como as caças, os mantimentos, legumes, etc. e toda cozinha sempre ficava afastada dos cômodos principais para evitar incêndios. No forno central de fogo aberto, a comida era cozida em caldeirões e as carnes assadas em espetos de ferro ou madeira. Do lado de fora, ficavam gaiolas com aves e outros animais para o abate.  Em alguns castelos, um cômodo construído no andar térreo servia de armazém de provisões, como trigo (usado para fazer pão) e malte (cerveja). O estoque de alimentos incluía ainda carnes conservadas por salgamento, queijos e sacas de vagens, feijões, favas e grãos moídos, como farinha.
Olha, de fazer inveja a qualquer logística.
Pela cozinha pode-se observar os ganchos para pendurar as peças de caça e a mesa de madeira maciça para fazer os cortes, uma grande seleção de facas dependuradas para cortar e preparar a carne. Conchas, peneiras e garfos de carne eram comumente utilizados ​​na cozinha, mesmo que os garfos ainda não fossem utilizados na mesa nesse tempo. Um pilão era utilizado para moer ervas e especiarias .  E as panelas???  pesadíssimas, lindas,  essas panelas eram feitas de ferro, bronze, cobre ou argila.
Interessante é que geralmente um forno autônomo, separado do fogão, era utilizado para fazer pão e pastéis. 
A culinária medieval dependia de longas horas de trabalho manual e interessante é que a maioria dos utensílios de cozinha eram parecidos com o que temos hoje.

” Chambord, o maior castelo do século XVI “

Com certeza o mais belo em arquitetura. 
Quando cheguei neste castelo não acreditei no tamanho, extraordinariamente grande.Por ter sido escolhido por Francisco I, para quem a caça era uma paixão, praticamente era só usado nos períodos de caça, portanto raramente esteve  habitado.Como resultado de tudo isso, o palácio permaneceu completamente desmobiliado  portanto raramente esteve  habitado.Como resultado de tudo isso, o palácio permaneceu completamente desmobiliado .
E tudo que utilizavam na cozinha a cada viajem eram  trazidos especificamente para aquele período. Por esse motivo a maioria da mobília na época foi feita para ser facilmente desmontada, como forma de facilitar o transporte. Portanto só vi neste castelo um forno enorme de pães, todo em cerâmica, lindíssimo, mas ali solitário.

 Castelo de Villandry

Concluído por volta de 1536, Villandry foi o último dos grandes Castelos do Loire a ser edificado no estilo renascentista. 
Sua cozinha da a impressão de uma época mais prática e um certo ar familiar, mais aconchegante. 
Suas panelas em cobre também belíssimas e conservadas.
O que chama atenção neste castelo são os jardins formados por legumes , verduras e ervas aromáticas. Com certeza, único.

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